Quando mais nada resistir que valha
A pena de viver e a dor de amar
E quando nada mais interessar
(Nem o torpor do sono que se espalha)
Quando pelo desuso da navalha
A barba livremente caminhar
E até Deus em silêncio se afastar
Deixando-te sozinho na batalha
A arquitetar na sombra a despedida
Deste mundo que te foi contraditório
Lembra-te que afinal te resta a vida
Com tudo que é insolvente e provisório
E de que ainda tens uma saída
Entrar no acaso e amar o transitório
Carlos Pena Filho nasceu e morreu no Recife. Há um busto em frente à Faculdade de Direito do Recife em sua homenagem: foi lá que se formou. Foi jornalista, poeta e compositor. A porta da solidão é um mesmo convite muito tentador.
Ah, adorei esse poema! Nem sabia desse busto fdriano, vamos visita-lo em março?
ResponderExcluir;D!